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Usuários

Contas de acesso, os cinco papéis fixos, papéis personalizados por permissão, login por SSO, auditoria de login e segundo fator.

Onde fica: Sistema → Usuários · rota /users Permissão: usersapenas Administrador, e não delegável a papel personalizado Subtítulo na tela: Gerenciamento de contas e perfis de acesso

Tela de Usuários com o cartão de perfis de acesso e a tabela de contas
Sistema → Usuários

Usuários não sincronizam entre servidores

Cada servidor tem as suas próprias contas. Isso é intencional, e tem uma consequência prática: o seletor de servidor no topo do painel só funciona se o mesmo nome de usuário existir nos dois lados. Ao montar um cluster, crie as contas em todos os nós.

Abas

#PTES
1UsuáriosUsuarios
2Papéis & PermissõesRoles y Permisos
3OAuth / SSOOAuth / SSO
4Login AuditLogin Audit

Só a primeira aba aparece para quem não é Administrador — o que, na prática, é a totalidade da tela, já que ela toda é restrita ao Administrador.

Aba 1 — Usuários

A tabela traz nome, papel, estado, criação, último login, IP do último login, fuso e idioma.

Ações por linha: editar papel e estado, trocar a senha, forçar troca de senha no próximo login, ajustar preferências e excluir. Contas vindas de SSO não têm troca de senha — a senha é do provedor de identidade.

Política de senha forte

Interruptor no topo da aba. Ligado, senhas novas passam a exigir 12 caracteres ou mais e três tipos entre maiúscula, minúscula, número e símbolo.

As senhas atuais continuam válidas. Ligar a política não invalida ninguém — para forçar a adequação, use "forçar troca de senha" nas contas que interessam. É um dos itens verificados pelo KINDNS.

O mínimo sem a política é de 8 caracteres.

O cartão de perfis de acesso

As descrições dos perfis nesta tela estão desatualizadas

O cartão no topo da aba traz resumos de uma linha que não correspondem mais às permissões reais. Ele descreve o Operador como "dashboard, ferramentas, reiniciar serviços", quando o Operador na verdade opera recursor, DNSdist, cache, certificados, ajuste fino, cluster e toda a observabilidade.

A fonte da verdade é a matriz da aba Papéis & Permissões, e é ela que o servidor aplica. A tabela abaixo reproduz essa matriz.

Os cinco papéis fixos

PapelO que pode
AdministradorTudo. Não é editável, e é o único que tem as permissões exclusivas
OperadorRecursor, DNSdist, cache, Let's Encrypt, ajuste fino, limite de consultas, cluster, configurações, e toda a observabilidade: registro de consultas, auditoria, conformidade, KINDNS, relatórios e benchmark
Gerente de ZonasZonas, bloqueio de domínios e DNSSEC
Gerente de SegurançaSegurança, bloqueio de domínios, registro de consultas e conformidade
VisualizadorNenhuma permissão de área. Só o que é livre: dashboard, notificações, ferramentas, perfil e ajuda

O que cada papel fixo não tem — e costuma surpreender

PapelNão alcança
OperadorZonas, DNSSEC, segurança, bloqueio de domínios, firewall e anycast
Gerente de ZonasLet's Encrypt — publicar certificado da zona é outra permissão
Gerente de SegurançaFirewall e limite de consultas. Ele bloqueia domínios, não origens
VisualizadorQualquer alteração. Ele abre as telas livres e recebe erro no resto

Cinco permissões são exclusivas do Administrador e aparecem com um cadeado na matriz: Usuários & Papéis, Backup, Licença, Cluster e Anycast. Elas não podem ser marcadas num papel personalizado, porque quem restaura um backup ou edita usuários consegue criar um administrador.

O papel fixo Operador tem Cluster porque é uma linha-semente do produto — isso não abre o caminho para delegá-la a um papel novo.

Aba 2 — Papéis & Permissões

Uma matriz com as permissões nas linhas, agrupadas por área (DNS Core, Segurança, Cluster & Anycast, Observabilidade, Sistema) e os papéis nas colunas. Papéis fixos vêm marcados como fixo e são somente leitura; os personalizados mostram quantos usuários os usam e trazem botões de editar e excluir.

Criar papel pede um identificador em minúsculas, um nome exibido, uma descrição opcional e as permissões marcadas uma a uma.

A permissão é a mesma coisa que o menu

Ter a permissão significa ver o item de menu e poder usar as escritas daquela área. Não existe divergência entre "menu que aparece" e "ação que funciona": as duas coisas leem da mesma lista.

Quatro áreas não têm permissão nenhuma e são livres para qualquer usuário autenticado: dashboard, notificações, ferramentas e perfil.

Aba 3 — OAuth / SSO

Login pelo Microsoft Entra ID. Campos: identificador do diretório, identificador do aplicativo, segredo, endereço de retorno e o papel padrão atribuído a quem entra pela primeira vez.

O segredo, uma vez salvo, não é exibido de novo. A tela traz o passo a passo do lado do portal da Microsoft.

O papel padrão vale para toda conta nova que chegar pelo SSO. Deixá-lo mais alto que Visualizador significa que qualquer pessoa do diretório entra já com aquele acesso.

Aba 4 — Login Audit

Histórico de autenticação, separado do log de auditoria — que registra alterações, não logins. Filtra por Login OK, Login falha e Acesso de sessão, e permite buscar por usuário ou IP dentro da página atual.

É o lugar de conferir tentativa de força bruta e de descobrir de onde uma conta anda entrando.

Meu Perfil e o segundo fator

Cada usuário gerencia a própria conta em Meu Perfil, na rota /profile — acessível pelo nome de usuário no topo, sem permissão nenhuma.

Tela de Meu Perfil com o cartão de autenticação em dois fatores
Meu Perfil → Autenticação em dois fatores

Ali ficam: foto, troca de senha, fuso horário, idioma, tema e a autenticação em dois fatores (MFA).

Clique em Ativar MFA. A tela mostra um QR Code e a chave manual equivalente.

Leia o código no seu aplicativo autenticador, ou digite a chave manual.

Confirme com um código atual do aplicativo. Só depois disso o MFA fica ativo.

Desativar também exige um código válido do aplicativo — não basta estar logado.

Não há reset de MFA pelo painel

Desativar exige um código válido, e não existe botão de administrador para remover o MFA de outra conta. Perder o aplicativo autenticador tranca a conta, e a saída passa por acesso ao servidor.

Antes de ativar o MFA na sua conta, garanta que existe uma segunda conta de Administrador funcionando. Guarde também a chave manual mostrada no momento da ativação — ela permite recadastrar o código em outro aparelho.

Quando um administrador marca forçar troca de senha, o usuário cai nesta tela no próximo login e não passa dela sem trocar.

Armadilhas

  1. As descrições dos perfis no topo da tela estão desatualizadas. Use a matriz.
  2. Usuários não replicam no cluster, e o seletor de servidor depende de o mesmo nome existir nos dois lados.
  3. Cinco permissões nunca vão para um papel personalizado.
  4. Ligar a política de senha forte não invalida as senhas existentes.
  5. O papel padrão do SSO se aplica a todo mundo que entra pela primeira vez.
  6. O Gerente de Segurança não alcança firewall nem limite de consultas — só bloqueio de domínios.
  7. Um Visualizador enxerga as telas livres e recebe erro em qualquer ação nas demais.
  8. Não há reset de MFA pelo painel. Ativar sem uma segunda conta de Administrador é risco de tranca própria.

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