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Medir a capacidade do servidor

Descobrir quantas consultas por segundo o servidor sustenta de verdade, antes de apontar assinantes para ele.

É a pergunta que decide o dimensionamento: quantas consultas por segundo este servidor aguenta? O teste de capacidade responde medindo, não estimando — sobe a carga em degraus até o servidor deixar de sustentar, e reporta o último degrau que ele sustentou.

Faça antes de apontar os assinantes. Depois, o servidor está em produção e o teste passa a competir com tráfego real.

Antes de começar

O gerador de carga precisa estar instalado no servidor. A tela avisa se ele faltar, com o comando de instalação.

Escolha uma janela de baixo movimento. A carga é real: o servidor vai trabalhar de verdade.

Decida qual camada medir — a entrada do DNS ou o direto. São números diferentes, e a diferença entre eles é justamente o custo da camada de entrada.

Onde clicar, passo a passo

Monitoramento → Benchmark, aba Capacidade
Monitoramento → Benchmark, aba Capacidade

As outras abas respondem outras perguntas: latência compara servidores, teste de carga usa um volume fixo. Capacidade é a única que procura o limite.

O que o teste faz
O que o teste faz

A tela declara o critério: capacidade sustentada é o maior volume com erro abaixo de 2% e latência p95 abaixo de 100 ms.

E usa domínios que forçam falha de cache de propósito. Medir com cache quente daria um número bonito e inútil — mediria a memória, não a capacidade de resolver.

Escolher a camada
Escolher a camada
AlvoMede
Entrada do DNS (porta 53)O caminho completo, como o assinante vê. É o número que vale para dimensionar
Recursor direto (porta 5301)Só o resolvedor, sem a camada de entrada

Testar os dois e comparar mostra quanto a camada de entrada custa. Para dimensionamento, use a entrada do DNS.

O protocolo também importa: UDP é o transporte da maioria esmagadora das consultas. DoT e DoH custam mais caro por consulta, então meça neles se for oferecê-los.

Teto e duração do degrau
Teto e duração do degrau

O teto é onde a rampa para de subir, mesmo que o servidor ainda aguente. Comece alto o bastante para o servidor saturar antes do teto — senão o resultado mede a sua escolha, não o servidor.

A duração por degrau é quanto tempo cada nível é sustentado. Degraus curtos medem rápido; degraus longos capturam problemas que só aparecem depois de alguns segundos de carga.

Iniciar — e o aviso é sério
Iniciar — e o aviso é sério

A rampa gera carga crescente real no alvo. Num servidor em produção isso degrada o serviço dos assinantes enquanto o teste roda.

Acompanhar degrau a degrau
Acompanhar degrau a degrau

Cada linha traz o volume pedido, o volume efetivamente entregue, a latência p95, a taxa de erro e o uso de processador.

A coluna de processador é a mais informativa durante a subida: quando ela se aproxima de 100%, o próximo degrau provavelmente falha. DNS é limitado por processador — é lá que o teto aparece.

A rampa para no primeiro degrau que falha. Não insiste.

O veredito
O veredito

Três números, e o terceiro é o que muda a leitura dos outros dois.

Limitado por diz o que interrompeu a subida:

ValorSignifica
teto testadoO servidor não saturou — parou porque chegou no teto que você escolheu. A capacidade real é maior. Refaça com teto mais alto
CPUChegou no limite de processamento. É o resultado esperado num teste bem feito
latência P95Ainda responde, mas devagar demais
erro/timeoutComeçou a perder consultas

No exemplo acima o resultado é teto testado: o servidor sustentou os 10.000 pedidos com 0% de erro e processador em 52%. Ele aguenta mais — só não foi perguntado.

Assinantes estimados usa a mesma regra do dimensionamento

Ao lado da capacidade, a tela mostra uma estimativa de assinantes — e ela sai da mesma conta da página de dimensionamento: pico ÷ 1,2. No exemplo acima, 10.000 consultas por segundo viram cerca de 8.333 assinantes.

Ou seja: o número da tela e o da proposta comercial são o mesmo número. Não há conversão a fazer entre um e outro.

A regra é conservadora de propósito. O único ponto de campo que existe hoje — um provedor com 90 mil assinantes marcando 21.733 consultas por segundo no pico — dá 0,2415 consulta por segundo por assinante, bem abaixo de 1,2. Enquanto houver uma medição só, a folga fica de pé.

E continua sendo estimativa: ela vale tanto quanto o número de consultas por segundo medido naquele hardware.

O histórico guarda o resultado
O histórico guarda o resultado

O resultado fica registrado com o hardware do servidor junto — e é assim que ele deve ser lido. O mesmo número em máquinas diferentes significa coisas diferentes.

Repare no aviso de ambiente virtualizado: numa máquina virtual, a capacidade depende do hospedeiro físico e de quem mais está nele. O número é indicativo, não garantido.

O histórico exporta em PDF e em dados brutos — útil para anexar a uma proposta ou a um laudo de aceitação.

Depois de medir

Se o resultado veio como teto testado, repita com um teto mais alto. Você ainda não achou o limite.

Se veio limitado por CPU, esse é o número real da máquina. Anote junto com o hardware.

Se veio limitado por latência ou erro bem abaixo do esperado para o hardware, há provavelmente ajuste a fazer antes de aceitar o número — veja ajustar o desempenho.

Meça de novo depois de qualquer ajuste. Sem o antes e o depois, não dá para saber se o ajuste ajudou.

Armadilhas

  1. Teto baixo demais faz o teste medir a sua escolha, não o servidor.
  2. Medir com quente infla o número. O teste evita isso sozinho, mas se você montar um teste próprio, lembre.
  3. Rodar em produção degrada o serviço enquanto mede.
  4. Comparar números entre hardwares diferentes sem olhar o hardware não diz nada.

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