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KINDNS

Adequação opcional às boas práticas globais de DNS, com verificação ao vivo do servidor, aplicação assistida e geração do documento de autoavaliação.

Onde fica: Monitoramento → KINDNS · rota /kindns Permissão: kindns — Administrador e Operador Subtítulo na tela: Adequação opt-in às boas práticas globais de DNS (kindns.org) — nada é alterado sem sua ação

O KINDNS é uma iniciativa coordenada pela ICANN que reúne boas práticas de segurança e resiliência para quem opera DNS. A adesão é por autodeclaração: não há auditoria externa nem taxa. Esta tela verifica cada requisito ao vivo neste servidor, aplica o que faltar com sua autorização e, no fim, gera o relatório e o rascunho de e-mail prontos para submissão.

Tela KINDNS com o resumo de conformidade e a lista de requisitos por grupo
Monitoramento → KINDNS

Nada é alterado sem clique

Os padrões do produto continuam como estão. Cada requisito é verificado, mas só é aplicado quando você confirma. Toda aplicação é reversível e fica no Registro de auditoria.

Abas

#PTES
1AdequaçãoAdecuación
2DocumentaçãoDocumentación
3Sobre o KINDNSSobre KINDNS

A aba Documentação explica em linguagem simples o que cada requisito faz, com blocos Antes e Depois. A aba Sobre o KINDNS cobre o que é a iniciativa e como funciona a adesão. O trabalho acontece na primeira aba.

O papel do servidor decide o que é verificado

Na primeira visita a tela pergunta o papel deste servidor. A escolha define o conjunto de requisitos.

PapelDescrição na telaRequisitos verificados
RecursivoEste nó resolve consultas para clientes8 recursivos + 9 de endurecimento = 17
AutoritativoEste nó hospeda zonas próprias e não serve recursão6 autoritativos + 9 de endurecimento = 15
AmbosFaz recursão e também hospeda zonas23

O cartão marcado como Detectado é a sugestão automática, baseada nos serviços ativos e na existência de zonas. Para trocar depois, use o link Perfil: ... — trocar, no resumo.

Escolher Recursivo num servidor que também é autoritativo faz os seis requisitos de zona sumirem da tela. Eles deixam de ser verificados, não passam a estar atendidos.

Como ler o farol

EstadoSignifica
AtendeO requisito foi verificado e está conforme
ParcialConforme em parte, ou conforme por default do daemon sem estar fixado
Não atendeVerificado e reprovado
N/ANão se aplica a este servidor — não entra na conta do resumo

Uma verificação que falhar por erro ou estourar o limite de 30 segundos também aparece como Parcial, com a evidência explicando a falha. O farol não distingue "meio certo" de "não consegui verificar" — leia a evidência antes de agir.

Requisitos do resolvedor recursivo

IDO que exigeOnde se resolve
R1Validação DNSSEC estritaAplicar aqui, ou Recursor
R2ACL de recursão restrita, sem resolvedor abertoRecursor
R3Minimização de QNAME fixada na configuraçãoAplicar aqui
R4Autoritativo separado do recursivoJá atendido pela arquitetura do produto
R5Ao menos dois servidores de recursão para o clienteCluster ou atestação
R6Monitoramento do serviço DNSColetor local do produto; monitor externo é reforço opcional em Integrações
R7DNS criptografado na borda (DoT/DoH)Aplicar aqui
R8Retenção limitada do registro de consultasAplicar aqui, ou Registro de consultas

R2 fica vermelho se a lista de redes confiáveis contiver 0.0.0.0/0 ou ::/0. É a definição de resolvedor aberto.

R6 já é atendido pelo coletor local do produto, desde que haja um instantâneo de métricas com menos de 15 minutos. Um monitor externo não é exigido.

R8 é o único requisito com campo de entrada: Dias de retenção, padrão 90, entre 1 e 3650. A política considera 90 dias o piso. Se o teto de disco do registro não comportar esse prazo, a evidência avisa e diz quantos megabytes seriam necessários — mas o requisito não força o aumento.

Requisitos do servidor autoritativo

Todos ficam N/A se o serviço autoritativo estiver parado ou sem zonas.

IDO que exigeOnde se resolve
A1Zonas assinadas com DNSSECAplicar aqui (assina todas de uma vez)
A2Transferência de zona restrita, por IP e por chaveZonas
A3Integridade do conteúdo da zona controladaAplicar aqui
A4Recursão desabilitada no autoritativoJá atendido pela arquitetura do produto
A5Dois ou mais nameservers no apex de cada zonaZonas
A6Monitoração de sincronização pelo serial da zonaAplicar aqui

A1 assina todas as zonas ainda não assinadas numa única operação, com assinatura em tempo de resposta. Depois disso é necessário publicar o registro de delegação de segurança no registrador de cada domínio — o requisito não faz isso por você, e não tem reverter.

A5 confere a quantidade de nameservers no apex de até 50 zonas. A diversidade de operadora e de localização não é medida: continua sendo decisão de planejamento de rede.

A6 liga uma varredura a cada 30 minutos que consulta o serial em cada nameserver de cada zona e gera notificação quando há divergência. Com o monitor desligado, a tela não varre ao vivo — mostra apenas o último resultado guardado, que pode ser antigo.

Requisitos de endurecimento da plataforma

Valem para qualquer papel.

IDO que exigeOnde se resolve
H1Consulta restrita aos seus clientes; descarte de endereços inválidos na bordaRecursor e o roteador de borda
H2Filtro anti-falsificação de origem na saída (BCP38)Roteador de borda, com atestação aqui
H3Servidor dedicado, sem serviços extras expostosSistema operacional
H3CRegistros replicados para um servidor central remotoConfigurações do produto
H4Isolamento dos serviços DNS pelo gerenciador de serviçosAplicar aqui
H5Configurações versionadas a cada alteraçãoAplicar aqui
H6Acesso ao painel restrito às redes de gerênciaFirewall
H7Console remoto apenas por chaveConfigurações do produto
H8Política de senha forte e segundo fator no painelUsuários e o perfil de cada usuário

H1 e H2 têm um botão Ver exemplos de configuração, com abas por fabricante de roteador e um botão de copiar. Os exemplos vêm com aviso: são ilustrativos, precisam dos seus prefixos e da sua interface de saída, e aplicar sem adaptar pode derrubar a rede.

H1 não pede para você bloquear faixas privadas

A evidência do requisito diz o contrário de forma explícita: num resolvedor de provedor, descartar faixas privadas cortaria os próprios assinantes. O controle que atende o H1 é a lista de redes confiáveis fechada nos clientes reais.

H2 nasce vermelho e só fica verde por atestação. Não há como o servidor verificar o filtro do seu roteador de borda.

H3 lista os serviços em escuta fora da interface local que não fazem parte do conjunto esperado, no formato processo e porta. Ou você desabilita o que não precisa, ou atesta a necessidade.

H6 confere duas coisas: o firewall do servidor está ativo, e o grupo de IPs de administração não é mais a entrada aberta padrão. Firewall ativo com o grupo ainda aberto resulta em Parcial, porque na prática qualquer endereço alcança o painel.

H8 verifica a política de senha e informa quantos usuários já ativaram o segundo fator. Não tem aplicação por aqui: a política é ligada em Usuários e o segundo fator no perfil de cada pessoa.

O que tem consequência forte

Estes são os pontos que costumam surpreender.

Três requisitos reiniciam serviço ao aplicar

R1, R3 e R7. A confirmação mostra o impacto antes de executar.

RequisitoO que acontece
R1Reinicia o resolvedor. Domínios com DNSSEC quebrado passam a responder falha de resolução para todos os clientes
R3Reinicia o resolvedor
R7Reinicia o serviço de borda. Ele passa a escutar nas portas de DNS criptografado — se o firewall de borda bloquear essas portas, libere antes

R1 e R3 passam por validação de configuração com reversão automática. R7 desfaz a alteração sozinho se o serviço de borda não subir, e recusa a aplicação se não houver certificado TLS.

O H4 só vale depois de um reinício manual

Aplicar o H4 grava a configuração de isolamento dos serviços DNS e recarrega as definições, mas o efeito só entra no próximo reinício de cada serviço. Até lá o requisito fica em Parcial, com a evidência dizendo quais serviços estão aguardando reinício.

Reiniciar os serviços de DNS interrompe a resolução por cerca de um segundo. Faça numa janela adequada. O painel de gerência não recebe esse isolamento, de propósito: ele administra o servidor e o isolamento quebraria funções da própria interface.

O A2 fica vermelho se o portão de transferência estiver desligado

O A2 não olha só a configuração por zona. Se o portão de transferência de zona na borda estiver desligado e existir zona primária, o requisito nasce Não atende, independentemente do que estiver configurado em cada zona.

A razão é técnica: a borda encaminha a transferência ao serviço autoritativo pela interface local, então o autoritativo enxerga uma origem local e a restrição por zona não filtra quem chega pela porta pública. Sem o portão, a zona inteira é baixável sem chave.

A chave de transferência aparece uma vez só

Ao ativar a proteção por chave nas zonas primárias, o produto gera a chave e a exibe num aviso destacado, com botão de copiar.

A chave não é exibida de novo. Copie antes de fechar o aviso. Ela precisa ser configurada de forma idêntica nos servidores secundários, senão a replicação de zona para de funcionar.

Reverter o A2 desativa a chave nas zonas, mas não reabre o portão de transferência: a restrição por IP continua valendo, porque é uma proteção independente deste módulo.

A2, H3C e H7 têm ação automatizada no produto, mas ela não fica neste menu. O cartão mostra um botão de atalho para a tela correta.

RequisitoBotãoPara onde vai
A2Gerenciar TSIG no menu ZonasZonas
H3CConfigurar nas ConfiguraçõesConfigurações, aba de registros
H7Configurar nas ConfiguraçõesConfigurações, aba de acesso remoto

Quem procurar o botão Aplicar nesses três não vai encontrar. É comportamento intencional: o KINDNS valida e recomenda, a configuração mora no menu de origem.

A troca do console remoto para acesso apenas por chave tem uma proteção contra autobloqueio: ela é recusada se nenhum usuário do servidor tiver chave instalada, e a configuração é validada antes de recarregar o serviço. Depois de aplicar, teste um novo acesso remoto sem fechar a sessão atual.

Ações de cada requisito

BotãoQuando apareceO que faz
AplicarRequisito com aplicação automática neste menuMostra o impacto, pede confirmação, executa e reverifica
ReverterRequisito já aplicadoVolta à configuração anterior, com confirmação em modo perigo
Atestar (feito na minha rede)Requisito atestável ainda não atestadoRegistra uma declaração do operador com autor, data e observação. Entra no relatório
Revogar atestaçãoRequisito já atestadoRemove a declaração. O farol pode voltar a Parcial ou Não atende

A atestação existe para o que o servidor não consegue medir: filtro na borda, entrega de um segundo resolvedor aos clientes, versionamento externo de zonas e serviços extras que são necessários por decisão da operação.

Gerar o documento de autoavaliação

Clique em Gerar relatório, no topo da tela.
Copie o bloco Relatório, que traz o resultado de cada requisito.
Copie o bloco Rascunho de e-mail para o KINDNS.
Preencha os campos entre colchetes antes de enviar.

O produto não envia nada: ele monta o texto. A submissão ao KINDNS é feita por você.

Armadilhas

  1. Três requisitos reiniciam serviço de DNS ao aplicar — R1, R3 e R7. Leia o impacto na confirmação antes de aceitar.
  2. O H4 fica em Parcial indefinidamente até alguém reiniciar os serviços de DNS numa janela de manutenção.
  3. O A2 fica vermelho mesmo com a configuração por zona correta, se o portão de transferência estiver desligado. É intencional.
  4. A chave de transferência é exibida uma vez. Fechar o aviso sem copiar obriga a recuperá-la pela linha de comando do servidor.
  5. A2, H3C e H7 não têm botão Aplicar aqui — mostram atalho para o menu onde a configuração mora.
  6. Uma verificação que falha vira Parcial, igual a uma conformidade incompleta. A diferença está na evidência.
  7. Escolher o papel errado esconde requisitos, sem marcá-los como atendidos.
  8. O resultado das verificações não replica no cluster, de propósito: cada servidor tem a sua conformidade real. Já a escolha do papel e os interruptores de política replicam.
  9. Aplicar o R7 sem liberar as portas no firewall de borda deixa o DNS criptografado inacessível, com o requisito marcado como atendido.

Roteiro

Abra a aba Adequação e escolha o papel do servidor. A sugestão detectada costuma estar correta.
Leia o resumo no topo: quantos atendem, quantos são parciais e quantos estão pendentes.
Expanda cada cartão vermelho ou âmbar e leia a evidência e o bloco de impacto.
Aplique um requisito por vez. Deixe R1, R3, R7 e H4 para uma janela de manutenção.
Nos que mostram atalho, vá ao menu indicado, configure lá e volte. Clique em Verificar novamente.
Nos requisitos de borda de rede, configure o roteador com apoio dos exemplos e depois use Atestar, descrevendo o que foi feito.
Com o resumo aceitável, clique em Gerar relatório e prepare a submissão.

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