DNS Docs

Ferramentas

Treze diagnósticos de rede e DNS executados a partir do próprio servidor, com a saída crua na tela.

Onde fica: Sistema → Ferramentas · rota /tools Permissão: nenhuma — todo usuário autenticado vê Subtítulo na tela: Diagnóstico de rede e DNS: consultas, propagação, certificados, alcançabilidade e captura

Não tem abas: é uma grade de treze botões no topo. Clicar em um troca o formulário abaixo.

Tela de Ferramentas com a grade de diagnósticos e o terminal de saída do DIG
Sistema → Ferramentas

Tudo roda no servidor, não no seu computador

O ponto de vista é sempre o do servidor Made4DNS. Um ping que responde aqui não diz nada sobre a sua estação, e um domínio que resolve na sua máquina pode não resolver daqui — que é exatamente o caso que estas ferramentas existem para diagnosticar.

As treze ferramentas

FerramentaPara quê
DIGConsulta DNS por tipo de registro, opcionalmente contra um servidor específico
Diag. AutoritativoVeredito automático de por que um domínio não resolve daqui
Trace DNSTrace recursivo passo a passo: raiz, TLD, autoritativo, resposta
Reverse DNSConsulta PTR de um IP
GeoIPPaís, cidade, provedor e ASN de um IP
PropagaçãoConsulta 12 servidores DNS públicos em paralelo e compara
SSL/TLSInspeciona o certificado de um host: validade, emissor, SANs
WHOISRegistro de domínio, IP ou ASN
PingConectividade ICMP
TracerouteCaminho de rede até o destino
MTRPing e traceroute combinados, com estatística por salto
PortaConectividade TCP ou UDP em uma porta
TCPDumpCaptura de pacotes com botão de parar

Três ferramentas exigem perfil mais alto que o menu

O menu aparece para todos, mas o servidor recusa três ações:

FerramentaExige
TCPDumpOperador ou Administrador — e a execução é registrada na auditoria com quem, quando e qual alvo
Diag. AutoritativoOperador ou Administrador — também auditada
SSL/TLSAdministrador

Um Visualizador vê os botões e recebe erro ao executar. A captura de pacotes é a mais sensível: ela enxerga o tráfego real dos assinantes.

DIG

Tipos disponíveis: A, AAAA, MX, NS, TXT, CNAME, SOA, PTR, SRV, CAA e ANY. O campo de servidor é opcional — vazio consulta o próprio servidor.

Duas caixas mudam o comportamento:

  • +trace — percorre a cadeia inteira a partir da raiz. Roda como tarefa em segundo plano com saída ao vivo e botão de cancelar, porque pode demorar. Força IPv4 para não esperar timeouts de raízes IPv6.
  • +short — só a resposta, sem cabeçalho.

Sem +trace o limite é 30 segundos; com +trace, 60.

Diag. Autoritativo

A ferramenta para o chamado clássico "o site X não abre". Ela responde de quem é o problema.

Descobre os autoritativos do domínio consultando um servidor DNS público.
Compara: o público resolve? Este servidor resolve?
Sonda cada IP dos autoritativos com ping, traceroute e teste de porta 53.
Emite um veredito único, em linguagem de causa.

Os vereditos possíveis cobrem: tudo certo, causa local neste servidor, roteamento morrendo no meio do caminho, firewall filtrando a porta 53, autoritativo fora do ar, delegação sem autoridade (lame), NXDOMAIN com autoridade, UDP filtrado com TCP aberto, domínio não delegado, causas mistas entre os nameservers e ausência de rota local.

Cada veredito vem com o próximo passo e com a evidência crua (as saídas de dig, ping, traceroute e teste de porta) num bloco expansível.

A ferramenta recusa sondar IPs privados, de loopback, link-local ou de metadados de nuvem. É proteção contra usar o servidor para varrer a rede interna. Para um domínio interno seu, use o DIG apontando o servidor manualmente.

Com timeouts no caminho, o diagnóstico pode levar até 2 minutos.

Propagação

Consulta 12 resolvedores públicos ao mesmo tempo e mostra quantos responderam e se as respostas batem entre si. O veredito é Consistente ou Inconsistente.

É a ferramenta certa depois de alterar uma zona: inconsistência logo após a mudança é normal e some conforme os TTLs vencem. Inconsistência que persiste por horas significa problema de publicação.

SSL/TLS

Inspeciona o certificado de um host e mostra emissor, sujeito, validade, dias restantes, lista de SANs e se a cadeia é confiável pelas CAs do sistema. Atalhos de porta: 443, 853, 636, 993, 465 e 8443.

Serve para conferir, de fora, o certificado que o servidor publica nas portas de DoT e DoH — e para vigiar a validade antes que ele vença.

Porta

Testa TCP ou UDP com atalhos para DNS 53, DoT 853, DoH 443, HTTP 80 e SSH 22.

Em UDP, ausência de resposta não distingue porta aberta de porta filtrada. O resultado "fechada" em UDP é inconclusivo por natureza do protocolo, não limitação da ferramenta.

TCPDump

Captura com filtro por host e por interface. Para no que vier primeiro: o número de pacotes ou o tempo limite, que vai até 120 segundos. O botão Parar encerra antes e mostra o que já foi capturado.

WHOIS

Aceita domínio, IP ou ASN (formato AS15169). Alguns TLDs respondem devagar — a tela mostra um aviso progressivo enquanto espera, em vez de parecer travada.

GeoIP

Localização, provedor e ASN de um IP, além dos indicadores de rede móvel, proxy e datacenter. Usa um serviço externo gratuito, limitado a 45 consultas por minuto e sujeito à saída de internet do servidor.

Armadilhas

  1. O menu aparece para todos, mas TCPDump, Diag. Autoritativo e SSL/TLS exigem perfil mais alto.
  2. TCPDump e Diag. Autoritativo ficam registrados no log de auditoria, com usuário e alvo — a captura vê tráfego de assinante.
  3. O Diag. Autoritativo não sonda IPs privados, de propósito.
  4. Resultado "fechada" em UDP não prova nada.
  5. GeoIP depende de serviço externo: sem saída de internet, ele falha e as demais ferramentas continuam funcionando.
  6. +trace no DIG pode levar dezenas de segundos. A saída aparece ao vivo — não é travamento.

Nesta página