DNS Docs

Configurações

Estado dos serviços de DNS, hora, identidade do servidor, rede, retenção de dados, nível dos registros e acesso SSH.

Onde fica: Sistema → Configurações · rota /settings Permissão: settings — Administrador e Operador Subtítulo na tela: Status do sistema e conexões com PowerDNS

É a tela do servidor, não do DNS. As regras de resolução ficam em Recursor e Ajuste fino.

Tela de Configurações na aba Serviços, com os três cartões de estado e os botões de reinício
Sistema → Configurações

Abas

#PTES
1ServiçosServicios
2SistemaSistema
3RedeRed
4Arquivos de configArchivos de config
5RetençãoRetención
6RegistrosRegistros
7Acesso SSHAcceso SSH
8SuporteSoporte

A aba Arquivos de config só aparece para o Administrador. Um Operador com a permissão settings usa as outras sete.

Aba 1 — Serviços

Três cartões, um por serviço, cada um mostrando duas coisas diferentes:

LinhaO que significa
APIO painel consegue falar com o serviço
Serviço (systemd)O processo está rodando na máquina
CartãoPapel
Servidor autoritativoResponde as suas próprias zonas
Servidor recursivoResolve nomes pela internet
DNSdistA entrada: recebe o cliente nas portas 53, 853 e 443

Testar Conexões consulta os três de uma vez e diz quais não responderam.

Reiniciar aqui derruba resolução de verdade

O botão de reinício de cada cartão age no serviço real. Reiniciar o DNSdist corta o atendimento na porta 53 por alguns segundos — é o único que interrompe o cliente diretamente. Reiniciar o recursor zera contadores e encerra resoluções em andamento, mas o DNSdist continua servindo cache durante a pausa.

Serviço parado e API fora ao mesmo tempo geram um alerta com os comandos de investigação.

Aba 2 — Sistema

Data e hora

Fuso horário e sincronização por NTP, com o estado real (sincronizado ou não) e o serviço responsável.

Trocar o fuso não muda retroativamente os carimbos já gravados em relatórios, métricas e auditoria. Só os registros novos usam o fuso novo. Ajuste antes de colocar em produção.

Quando os servidores NTP são gerenciados pelo chrony, a lista fica somente leitura e a tela diz isso.

Identidade do servidor

CampoO que muda
Nome do servidor (hostname)Identificação da máquina
Nome de identificação (NSID)Texto que diz qual servidor respondeu a uma consulta. Vazio usa o hostname. Aplicar reinicia o servidor recursivo

O NSID é o que permite descobrir qual nó atendeu quando vários respondem pelo mesmo IP em anycast.

Metadados do nó

Localização, datacenter, rack e contato responsável. Texto livre, exibido no cluster e no dashboard. Não afeta comportamento.

Sessão da interface

Tempo até o login expirar por inatividade. Tokens já emitidos mantêm a validade original — reduzir o tempo não desconecta quem já está logado.

Energia

Reiniciar ou desligar a máquina. Exige digitar o hostname exato para confirmar.

Isso derruba a resolução DNS deste nó por cerca de um minuto, ou até religar. Em cluster ou anycast o nó sai do atendimento nesse período. Nunca use em produção fora de janela de manutenção.

Aba 3 — Rede

Endereço IP de gestão

Troca o IP do servidor com rede de segurança. O IP novo é adicionado ao lado do antigo; você prova o acesso reabrindo o painel no endereço novo; só então o antigo sai. Se você não confirmar, IP, gateway e persistência voltam sozinhos.

Sub-rede diferente exige informar o gateway novo, que só é trocado no passo final, depois da prova de acesso. Funciona com IPv4 e IPv6. Só o Administrador vê este bloco.

Existe um modo alternativo que grava a configuração e reinicia a máquina para subir no IP novo. É fallback: use fora de produção, com console do hipervisor aberto e snapshot feito antes. O DNS fica fora durante o boot.

DNS do sistema operacional

O servidor DNS usado pelo próprio servidor — para atualizar pacotes, falar com o servidor de licença e baixar listas de ameaças. Não é o resolvedor que atende os assinantes.

Aceita até três nameservers e domínios de busca opcionais. Testar resolução mede latência e resposta de cada um antes de salvar. Se o arquivo for gerenciado por outro serviço do sistema, a tela avisa e bloqueia a edição.

Apontar isto para um servidor quebrado faz atualizações e validação de licença falharem, enquanto a resolução dos assinantes continua normal. É um sintoma difícil de associar à causa.

Aba 4 — Arquivos de config

Raio-X somente leitura do que está aplicado. Mostra o conteúdo real dos arquivos que o produto gerencia, com segredos mascarados, e o histórico de versões com diferença lado a lado entre duas versões.

Cobre: entrada do DNS (DNSdist), servidor recursivo, servidor autoritativo, roteamento BGP, bloqueio de domínios e firewall.

Esta aba não edita nada. Ela existe para responder "o que está valendo agora" sem abrir terminal. A configuração muda pelas telas próprias de cada área.

Aba 5 — Retenção

Por quanto tempo os dados de métrica são guardados: de 1 a 30 dias. A tela mostra também o uso de disco atual.

Se o disco passar de 90% de uso, a retenção cai automaticamente para 24 horas, independente do que estiver configurado. É proteção contra encher o disco — mas significa que o histórico dos gráficos some sem aviso prévio. Acompanhe o uso de disco na aba Servidor do Dashboard.

Esta seção replica no cluster.

Aba 6 — Registros

Nível de detalhe

Quatro seletores independentes, e cada um se aplica de um jeito diferente:

ServiçoComo aplica
DNSdistReinicia o serviço
Servidor recursivoAplica sem reiniciar
Servidor autoritativoReinicia se o valor mudar
Made4DNS (app)Imediato

A recomendação da própria tela para produção é Aviso (4) nos serviços de DNS. Nível Info enche o journal com mensagens de rotina, como timeouts de servidor externo, que não são acionáveis.

Servidor de log externo

Envio dos registros para um servidor de log remoto — é um dos itens verificados pelo KINDNS.

Visor de logs

Lê o journal direto no painel, sem terminal. Escolhe o serviço, quantas linhas e um filtro de prioridade (tudo, avisos e erros, ou só erros). Avisos saem em amarelo, erros em vermelho, e segredos são mascarados. Tem atualização automática a cada 5 segundos.

Aba 7 — Acesso SSH

Exige que o acesso SSH ao servidor seja somente por chave, desligando o login por senha.

Gere uma chave pelo painel — informando o usuário do host — ou cole a sua chave pública.

Se o painel gerou, baixe a chave privada agora. Ela não é exibida de novo.

Teste o login por chave num terminal, de verdade.

Marque a confirmação de que o login funcionou. Só então o botão de exigir chave é liberado.

O produto se recusa a aplicar sem uma chave instalada, e sessões abertas não caem. Há um botão de reabilitar senha no próprio painel, então o caminho de volta existe.

Aba 8 — Suporte

Gera um pacote .tar.gz com logs, configurações com segredos mascarados, versões e estado dos serviços, para enviar ao suporte. Não inclui banco de dados, arquivo de ambiente nem chaves.

Armadilhas

  1. Reiniciar o DNSdist interrompe o atendimento na porta 53. Os outros dois não.
  2. Trocar o fuso não corrige carimbos antigos.
  3. Aplicar o NSID reinicia o servidor recursivo.
  4. Reduzir o tempo de sessão não expulsa quem já está logado.
  5. Disco acima de 90% derruba a retenção para 24 horas sem aviso.
  6. O DNS do sistema operacional não é o resolvedor dos assinantes — quebrá-lo derruba atualização e licença, não a resolução.
  7. Mudar o nível de registro do DNSdist reinicia o serviço.
  8. A aba de arquivos de config é só leitura e só para Administrador.

Nesta página