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Recursor

A tela que define quem pode consultar, o que fazer quando a resolução falha, e como o servidor trata DNSSEC e privacidade.

Onde fica: DNS principal → Recursor · rota /recursor Permissão: recursor Subtítulo na tela: Configurações do PowerDNS Recursor (porta 5301 — interno)

Não tem abas: é uma pilha de oito seções.

Tela do Recursor com o bloco de ACL e a configuração de recuperação de SERVFAIL
DNS principal → Recursor

Três seções desta tela não configuram o Recursor

ACL, IPs onde o DNS responde e IPv6 escrevem no DNSdist e reiniciam o DNSdist, não o Recursor. Os rótulos dos botões avisam ("reinicia DNSdist"), mas é a maior fonte de confusão da tela.

1. ACL — quem pode consultar este DNS

A regra mais importante do produto. Define quais faixas de IP podem usar este servidor para resolver nomes.

ElementoO que faz
Descoberta por ASNBusca os prefixos de um provedor e adiciona todos de uma vez
Lista de sub-redesFaixas em CIDR, uma por vez. O botão de adicionar chama-se Add
Seletor de listasReferencia listas de acesso reutilizáveis
Salvar regras de acesso (reinicia DNSdist)Grava e aplica

A lista efetiva é o que você digitou mais a expansão das listas de acesso vinculadas.

Bloco da ACL de recursão, com a descoberta por ASN e a lista de faixas
O bloco de ACL, em detalhe

O que muda no DNS: IPs fora da lista recebem REFUSED em consultas recursivas e nem chegam ao motor de resolução. As zonas autoritativas locais continuam respondendo ao mundo — isso é intencional.

0.0.0.0/0 e ::/0 são removidos automaticamente ao salvar. Um resolvedor aberto é recrutado em horas para ataques de amplificação.

2. Recuperação automática de falhas (SERVFAIL)

Desligado por padrão. Quando ligado, uma resolução que falharia com SERVFAIL é refeita em DNS públicos configuráveis; se der certo, o assinante recebe a resposta real.

CampoPadrãoO que muda
Servidores de Fallback8.8.8.8, 1.1.1.1, 9.9.9.9Tentados em ordem até o primeiro que responder. Há atalhos para Google, Cloudflare, Quad9, OpenDNS e AdGuard
Timeout por servidor2 s (1–30)Quanto cada público tem antes de cair para o próximo
TTL máximo das respostas300 s (60–86400)Teto de cache das respostas resgatadas
Caminho rápido para domínios crônicosligadoDomínios que falham repetidamente passam a ir direto ao público, pulando a recursão condenada. Sai sozinho quando o domínio volta a resolver
Resgates até marcar3 (1–100)Quantos resgates até marcar o domínio como crônico
Validade da marca300 sQuanto a marca dura antes de reavaliar

As estatísticas (total recuperado, últimas 24 h, últimos 7 dias) e o botão Ver eventos só aparecem depois do primeiro resgate.

Bloco de recuperação automática de falhas, com os servidores de fallback e os limiares
A recuperação automática de falhas, em detalhe

Ligando esta função, os timeouts recomendados em Ajuste fino mudam: 800–1000 ms por servidor e 3000 ms no total. Sem esse ajuste, o fallback demora demais para entrar em ação.

3. Fallback DNS Público

Diferente do anterior. Aqui todas as consultas passam a ser encaminhadas a um DNS público — o servidor deixa de resolver pela raiz.

Modelos prontos: Google, Cloudflare, Quad9. Ou um endereço próprio no campo livre.

É o oposto da recuperação de SERVFAIL, que só age nas falhas. Ligar isto significa abrir mão da resolução independente: latência maior, e o tráfego de consultas dos assinantes passa a depender de um terceiro.

4. Resiliência e Privacidade (avançado)

Servir resposta antiga em caso de falha (RFC 8767)

Desligado por padrão. Ligado, quando a renovação de um registro falha porque os autoritativos estão fora do ar, o servidor entrega a cópia expirada em vez de SERVFAIL.

Janela selecionável: 30 s, 60 s, 120 s ou 300 s. Ligar pelo interruptor usa 120 s.

Como a resposta velha é NOERROR, ela não dispara a recuperação de SERVFAIL — os dois são complementares: este cobre domínio já visto, aquele cobre domínio novo.

Privacidade de consultas (QName Minimization, RFC 9156)

Ligado por padrão. A raiz e o TLD deixam de ver o nome completo consultado pelo cliente — cada nível recebe só o rótulo mínimo. Se a minimização falhar, o servidor reenvia o nome completo automaticamente.

Validação DNSSEC

Dois modos: Padrão (process) e Estrito (validate). O padrão de fábrica é process.

Em Estrito, uma resposta com DNSSEC quebrado vira SERVFAIL para o cliente. É o modo exigido pelo KINDNS.

Toda esta seção replica no cluster. Dois nós em modos diferentes responderiam diferente ao mesmo cliente.

5. Encaminhamento por domínio

Envia um domínio específico para servidores determinados, em vez de resolver pela raiz. Caso de uso típico: domínio interno da empresa apontando para o AD local.

Cada entrada tem zona, servidores de destino e um marcador Recursivo ou Autoritativo.

Em espanhol esta seção chama-se Reenvío condicional — não é tradução literal do rótulo em português. Se você opera nos dois idiomas, é o mesmo lugar.

6. IPs onde o DNS responde (Listen)

Define em quais IPs o DNSdist faz bind na porta 53. Padrão: 0.0.0.0:53.

O seletor lista os IPs reais das interfaces. Endereços na loopback aparecem marcados com o chip lo — é ali que vive o IP virtual do anycast.

Armadilha do anycast

Usando anycast, o IP virtual precisa estar nesta lista. Senão o nó anuncia a rota via BGP mas não responde na porta 53 — o tráfego chega e morre. Deixe 0.0.0.0:53 ou inclua o IP virtual explicitamente.

7. IPv6

Habilita os listeners [::]:53, [::]:853 e [::]:443.

O produto recusa ligar se o servidor não tiver rota IPv6 padrão, e explica por quê: abrir o [::]:53 sem rota expõe um endereço sem proteção e faz o resolvedor perder tempo tentando alcançar servidores externos por um caminho que não existe. Configure rota e firewall v6 antes.

8. IP de saída para consultas

O endereço de origem das consultas que o servidor faz aos autoritativos da internet. Vazio significa automático, pela rota.

O produto rejeita qualquer IP que não exista em nenhuma interface da máquina — a validação de sintaxe do PowerDNS não pegaria esse erro.

Botões do topo

Reiniciar Recursor pede confirmação e avisa o efeito real: as consultas em andamento são encerradas e os contadores zeram, mas o DNSdist continua servindo cache durante o intervalo de 1 a 2 segundos. A configuração é validada antes de qualquer reinício.

Armadilhas

  1. Três seções escrevem no DNSdist, não no Recursor — veja o alerta no topo.
  2. O selo de sincronização com o cluster fica por seção, de propósito: ACL, encaminhamentos e políticas replicam; IPs de escuta e IP de saída não (são identidade do nó).
  3. Vários parâmetros avançados que ficavam aqui migraram para Ajuste fino.
  4. Toda escrita passa por validação de configuração com reversão automática — o serviço nunca reinicia para dentro de uma configuração inválida.

Roteiro

O passo a passo de restringir a recursão está em Restringir quem usa o resolvedor.

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