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Limite de consultas

Conter origens que consultam em volume anormal, sem penalizar o cliente legítimo.

Onde fica: Segurança → Limite de consultas · rota /rate-limit Permissão: rate_limit — Administrador e Operador

Tela de limite de consultas com as regras cadastradas e a lista de liberados
Segurança → Limite de consultas

Não tem abas.

O que esta tela resolve

A ACL responde "quem pode consultar". Esta tela responde "quanto cada um pode consultar". São camadas complementares: um cliente pode estar dentro da faixa autorizada e ainda gerar volume anormal, por equipamento infectado, laço de configuração ou abuso.

As cinco ações possíveis

O campo mais importante de uma regra é a ação — é ela que define o que acontece com a consulta que excede o limite.

AçãoO que fazQuando usar
Forçar TCPObriga o cliente a repetir a consulta por TCPRecomendada. Derruba falsificação de origem sem punir cliente legítimo, que repete a consulta de forma transparente
Descartar em silêncioA consulta some, o cliente não recebe respostaAbuso confirmado
Recusar explicitamenteResponde com recusaQuando você quer que o cliente saiba que foi negado
Atrasar respostaAcrescenta latência artificialDesincentiva o abuso sem cortar
Só avisarApenas registra, não bloqueiaComece por aqui para observar antes de agir

Criar uma regra

Há modelos prontos que preenchem os campos de uma vez, para os casos mais comuns: contenção de abuso, cliente suspeito e apenas monitoramento.

CampoObservação
NomeSó identificação
AlvoIP ou faixa em CIDR — define a quem a regra se aplica
Max QPSConsultas por segundo por cliente acima das quais a ação dispara
AçãoAs cinco acima
IP Compartilhado (NAT/CGNat)Marca que aquele endereço representa vários assinantes
Notas / MotivoTexto livre, documental

Marcar IP compartilhado muda a recomendação

Um endereço compartilhado representa muitos assinantes atrás do mesmo IP. Bloqueá-lo derruba todos de uma vez. Ao marcar a opção, a tela recomenda liberar o endereço ou usar a ação Só avisar em vez de bloquear.

Se o alvo já estiver na lista de liberados, a tela avisa que a regra não terá efeito.

O atalho que evita afetar cliente legítimo

A partir da lista de clientes observados, há um atalho que cria a regra já com o limite calculado sobre o comportamento daquele cliente — usando um percentil alto do próprio histórico dele, em vez de um número arbitrário.

É o caminho recomendado: parte do que o cliente realmente faz.

Lista de liberados

Endereços que nunca são afetados por nenhuma regra. Aceita listas de acesso centrais, o que evita repetir os mesmos IPs em várias telas.

As regras não valem ao salvar

Salvar grava a regra. É preciso aplicar para que ela passe a valer. É o mesmo padrão do Firewall: o que está gravado não é necessariamente o que está rodando.

Como definir o limiar

Meça o volume por origem em um dia típico, no horário de pico — use o registro de consultas e o Dashboard.

Crie a regra com a ação Só avisar e o limiar com folga sobre o pico observado.

Acompanhe alguns dias. O objetivo é pegar o comportamento anormal, não o cliente movimentado.

Só então troque para Forçar TCP, que é a ação gentil, e observe de novo.

Armadilhas

  1. Salvar não é aplicar.
  2. Limiar apertado demais gera chamado de "internet não funciona" em cliente legítimo — pior do que o abuso que você queria conter.
  3. Um endereço compartilhado bloqueado derruba muitos assinantes de uma vez.
  4. Regra cujo alvo está na lista de liberados não tem efeito.
  5. Para origem persistentemente abusiva, o caminho final é o firewall — mais barato que processar e descartar consulta por consulta.

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