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Configuração

A ordem de configuração de um servidor novo e o corte gradual de tráfego para produção.

Com o servidor instalado e saudável, esta é a sequência para configurá-lo com a realidade do cliente e passar o tráfego dos assinantes para ele. É o momento mais sensível da implantação — por isso o corte é sempre gradual e com plano de volta.

Ordem de configuração

A ACL vem primeiro, por segurança.

ACL de recursão — cadastre as faixas de IP dos assinantes. Faça isso antes de divulgar o IP do servidor, para que ele nunca fique aberto à internet.

Zonas próprias, se houver papel autoritativo — cadastre os domínios do provedor, defina primária ou secundária e proteja a transferência com TSIG.

Bloqueio de domínios, se o provedor for usar RPZ — ative as listas e cadastre os bloqueios já existentes, inclusive os de ordem judicial.

Protocolos seguros, se for oferecer DoT, DoH ou DoQ aos assinantes. Emita antes o certificado.

Usuários — crie um usuário nominal para cada pessoa da equipe do cliente. Evite conta compartilhada: a auditoria registra quem fez o quê.

Backup — ative a programação e configure um destino externo. Não deixe para depois.

Validação antes do corte

Antes de mandar qualquer assinante para o servidor novo, confirme que ele responde corretamente:

# resolução normal — deve responder com IP
dig @IP_DO_SERVIDOR www.google.com +short
# domínio bloqueado, se houver RPZ — deve responder NXDOMAIN
dig @IP_DO_SERVIDOR dominio-bloqueado-de-teste.com
# zona própria, se houver autoritativo
dig @IP_DO_SERVIDOR dominio-do-provedor.com.br SOA

Teste também a partir de um equipamento dentro da faixa de assinantes cadastrada na ACL. Um IP fora da ACL deve receber REFUSED; se ele resolver, a ACL está aberta demais e precisa ser corrigida antes de seguir.

Apontar os assinantes

O DNS é trocado na origem que o entrega ao assinante — na maioria dos provedores é o servidor DHCP ou o concentrador de acesso (BNG/PPPoE), que informa os servidores DNS junto com o endereço IP. Em algumas operações quem entrega é o próprio CPE.

A topologia varia bastante entre provedores. Confirme com a equipe de rede do cliente qual é o ponto exato que entrega o DNS aos assinantes antes de planejar o corte.

O corte é sempre gradual, nunca de uma vez:

Piloto — aponte primeiro um grupo pequeno e controlado (a própria equipe do provedor, ou uma faixa de poucos assinantes). Acompanhe por algumas horas.

Ampliação — havendo estabilidade, libere faixa por faixa, acompanhando o painel a cada etapa.

Conclusão — só aponte a base inteira depois que as etapas anteriores rodarem sem incidente.

A mudança não é instantânea

O assinante só passa a usar o DNS novo quando renova o endereço (lease do DHCP ou reconexão da sessão). Pode levar horas até a base migrar — considere isso ao planejar a janela.

Acompanhar durante o corte

O que olharO que esperar
DashboardVolume de consultas crescendo e número de clientes ativos subindo conforme os assinantes migram
Taxa de acerto do cacheComeça baixa (cache vazio) e sobe nas primeiras horas — é o comportamento esperado
REFUSEDVolume relevante vindo de IPs de assinante significa que alguma faixa ficou de fora da ACL. Corrija na hora
SERVFAILDeve permanecer baixo. Volume anormal merece investigação antes de ampliar o corte
Registro de consultasConfirme que as consultas dos assinantes estão chegando e sendo respondidas

Plano de retorno

Combine o plano de volta antes de iniciar o corte. Se algo sair errado, o retorno é reverter o endereço de DNS na origem (DHCP ou concentrador) para o servidor anterior.

Como a mudança depende da renovação do endereço pelo assinante, o retorno também não é instantâneo — o que reforça a importância de cortar aos poucos: com um grupo pequeno afetado, o impacto de uma volta é pequeno.

Regra prática

Nunca inicie um corte grande no fim do dia ou na véspera de fim de semana. Corte com equipe disponível para acompanhar.

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